O poeta grego Hesíodo, que viveu há quase três mil anos, nos contou que o mal chegou até a Terra junto com a primeira mulher. Nos dias de hoje, ele seria acusado de sexista por associar os males do mundo à figura feminina, mas foi graças a Hesíodo que um dos mais interessantes episódios da mitologia grega ficou imortalizado e chegou até nós. A mulher chamava-se Pandora e ela carregava um caixa dada por Zeus, o chefe de todos os deuses do Olimpo, com a recomendação de que não a abrisse.
Claro que Zeus sabia que Pandora não resistiria a sua própria curiosidade e a abriria, pois ela não imaginava que dentro da caixa o deus dos deuses havia armazenado todos os males do mundo. Tratava-se de uma vingança que o chefão das divindades do Olimpo arquitetou contra o titã Prometeu, por ele ter roubado o fogo dos céus e o dado aos homens para que estes dominassem a natureza. Desde que a caixa de Pandora foi aberta, o mal espalhou-se entre nós e parece não querer mais ir embora.
Serpente
Na mitologia grega o mal estava dentro da caixa de Pandora, já na judaico-cristã ele surge pela primeira vez na forma de uma serpente. No Antigo Testamento, no "Livro do Gênesis", é uma serpente que tenta Eva a comer o fruto proibido junto com Adão, o que provoca a expulsão de ambos do Paraíso. A associação da serpente com o mal remonta aos tempos das primeiras civilizações no Oriente Médio. Povos vizinhos e inimigos das tribos de Israel representavam suas divindades em forma de serpente, assim a Bíblia pode ter refletido essa associação entre inimigos (satã em hebraico significa aquele que arma ciladas, o adversário, o inimigo) e a serpente. Por outro lado, a serpente já era também símbolo de sabedoria em muitas culturas e a metáfora bíblica pode ser uma referência a isso: ao fato da serpente ter possibilitado que Adão e Eva conhecessem o bem e o mal. Mesmo responsável metaforicamente por dar o livre arbítrio aos homens, a serpente permanece como um dos mais poderosos símbolos do mal em muitas culturas.
nº 666
Stalisnismo
O stalinismo tornou-se sinônimo do mal para muitos por razões ideológicas. Principalmente na disputa para conquistar corações e mentes durante a Guerra Fria. Mas não foi um "mal" que só existiu no campo das ideias. O governo de Joseph Stalin à frente da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foi concretamente repleto de maldades. Os expurgos que ele promoveu no próprio Partido Comunista, assassinando e exilando rivais, a perseguição aos dissidentes políticos mandados como prisioneiros a campos de trabalho forçados, os Gulags, os processos de coletivização forçada da agricultura e o sistema totalitário de repressão são alguns exemplos da caixinha de maldades que Stalin usou para governar, conforme denunciado pelo seu sucessor Nikita Krushcev, durante o 20.º Congresso do Partido Comunista em 1956. O mal que emergiu do totalitarismo stalinista inspirou George Orwell a escrever dois dos maiores clássicos sobre a tirania da literatura mundial: "1984" e "A Revolução dos Bichos". Mas ironicamente o satlinismo ajudou o mundo a ver-se livre de outro "império do mal"
Nazismo
A ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha nos anos 1920/1930 foi turbinada pela deterioração das condições econômicas e sociais do país após a Primeira Guerra Mundial. Mas foi também o resultado de sua habilidade como líder de massas e do uso do mal como arma política e de propaganda de uma forma nunca antes feita na história. À frente dos nazistas, reunidos no Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Hitler implantou políticas da mais pura crueldade sob a justificativa de preservar a pureza e a superioridade da raça ariana. Entre elas, estavam usar os judeus como bodes expiatórios, praticando um dos maiores genocídios da história e realizar experimentações genéticas atrozes. Além disso, iniciou a 2.ª Guerra Mundial, a mais sanguinária de todos os tempos. O nazismo logo tornou-se uma espécie de religião do mal com fiéis seguidores em várias partes do mundo.Marcarthismo
Chucky
O boneco Chucky é o mal na forma de brinquedo. Sua carreira como um dos maiores ícones da maldade começou no primeiro filme da série "Brinquedo Assassino" ("Child's Play", direção Tom Holland, 1988). Nele, o serial killer Charles Lee Ray é mortalmente ferido durante uma perseguição policial, mas antes de morrer refugia-se numa loja de brinquedos e, num ritual de vodu, transfere sua alma justamente para um simpático boneco da linha "Good Guys". A partir daí, o diabólico boneco torna-se a encarnação do mal e irá infernizar a vida do garotinho Andy Barclay, que teve o azar de ganhá-lo como presente de aniversário. Num mundo cheio de Barbies e Kens, Chucky, o brinquedo assassino, fez tanto sucesso que a imagem do bizarro boneco carregando uma faca ou uma tesoura gigante virou um dos ícones de personagens muito maus.
Sauron
Darth Vader

Ele não só é um dos maiores vilões da história do cinema como também é um dos maiores símbolos do império do mal. Ele parecia uma criança boazinha, mas a vida lhe pregou peças que o levaram a tornar-se irremediavelmente o vilão dos vilões, na mais popular série cinematográfica de ficção científica. Darth Vader é o ameaçador líder do Império na saga de "Guerra nas Estrelas" ("Star Wars"). Armado com um poderoso sabre de luz, poderes telecinéticos e uma inteligência superior, protegida por um capacete negro de metal, de onde ouvimos sair o som de uma assustadora respiração mecânica, Darth Vader é a personificação do mal, do lado negro da força, que domina o universo. O mais incrível é que essa maldade toda emergiu justamente por conta do fim trágico de uma relação amorosa do jovem Vader. Paradoxalmente, o maior ícone do império do mal, o Lorde Negro dos Sith, é o resultado de várias buscas infrutíferas pelo amor.
Monstro de Fumaça(Lost)
Satã
Fonte:http://www.hsw.uol.com.
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